silence
Todos os momentos têm uma cor mas é no silêncio que a vemos surgir...

Esta foto foi feita por mim a pensar em Archive, banda que me tem inspirado estes últimos 12 anos. No entando, como em tudo, a vida faz-se de reconverções, reavaliações, reciclagens, evolução no seu termo mais simples. Penso que volvidos alguns anos de experiências acumuladas, aplicar-se-ía melhor a Placebo. Sem dúvida que sim...
Desenvolvem em mim algo que só resgato no mais íntimo reflexo de sofrimento. Sei que toco um lugar comum mas sinto-o como uma reverberação harmónica de emoções.
Não é possível descrever ninguém numa interpretação de género mas placebo, nesse sentido, não se limita nem por sombras a este clip, independentemente de muitos os resumirem a uns meros 4 acordes. Gostos à parte, (apesar de me sentir tentado a sugerir aos mais desatentos que aprofundem as figuras de estilo da língua de Shakespeare), espero que toquem a entropia dos sentidos...
Fotografia: Copyright António Barbosa, 2005
"Without you I'm nothing" featuring David Bowie
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Suspiro os cigarros
enquanto engulo o tempo que não passa
e teima em nos manter afastados...
adormeço no teu corpo imaginário
na esperança de matar a distância
para não disputar esta angústia
com a presença das sinapses
fecho os olhos
e num sorriso meio contido
simplesmente imagino-te aqui
-meu-
Fotografia: Copyright António Barbosa, 2005
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Original é o poeta
que se origina a si mesmo
que numa sílaba é seta
noutra pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse o abismo
e faz um filho ás palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
capaz de escrever em sismo.
Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda a parte
não é de lugar nenhum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte
faz devorar em jejum.
Original é o Poeta
que de todos for só um.
Original é o poeta
epulso do paraíso
por saber compreender
o que é o choro e o riso;
aquele que desce á rua
bebe
copos quebra nozes
e ferra emquem tem juízo
versos brancos e ferozes.
Original é o poeta
que é gato de sete vozes.
Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia
como se fosse mulher
e nela emprenha a alegria
de ser um home qualquer.
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vou te dizer o que nunca te disse
vou te mostrar o que nunca te mostrei
tudo aquilo que eu quiz que o mundo visse
tudo aquilo que eu guardei
podia dizer-to de mil maneiras
num beijo, num olhar, num suspiro
em gestos de amor ou brincadeiras
tu sabes ao que me refiro
digo-to inspirado em ti, musa
que me fazes dar voltas e voltas
que me deixas cego, com a mente confusa
porque és livre mas não te soltas
e agora que longe estás
digo-te sem medo da minha fraqueza
que o que era desespero agora é paz
e o meu amor por ti, uma certeza
mas porque nada sou, nada fiz
nada posso fazer, apenas penso
e por saber que livre, longe de mim és feliz
eu te amo em silêncio
-meu-
Entre papéis, pó e recordações, encontrei algo que escrevi há uns bons anos...
Com toda a imaturidade que conserva no tom dos amores impossíveis próprios daquela idade, continuo a gostar imenso deste poema.
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Para todos os interessados e os que me têm acompanhado nos últimos meses, o Ginásio Korpus em Matosinhos vai abrir mais uma aula de Aikido a funcionar à 3ª feira das 20:30h-21:30h.
Quem quiser experimentar, basta trazer uma roupa de treino leve e força de vontade. Não há qualquer limitação de idade nem de condição física.
Quanto a nós, estaremos por lá divertidíssimos, à vossa espera....
Fotografia: Copyright António Barbosa, 2007
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