30 janeiro, 2007

Everybody loves D&B!!! "Slam" (Pendullum, 2005)

Pendullum chega-nos do outro lado do planeta com beats e linhas de baixo estrondosos. É composto por três elementos capazes de nos surpreender com as suas composições, já que não se limitam a um estilo nem se dedicam a produzir "dancefloor jammers".
Este clip foi "rodado" no Soho em Lonres, onde aliás se concentram grande parte das lojas de discos. Sendo um dos meus lugares preferidos naquela cidade, não resisti ao humor da peça que aqui vos deixo....

"Ni Ten Ichi Ryu" ou "Escola das duas espadas" (Photek, 1997)

Este inteligente clip de Photek é uma homenagem a uma das escolas (Ryu) de espada mais apreciadas na era dos guerreiros samuray. O samuray mais conhecido desta escola foi Miyamoto Musashi. Foi um dos que mais a desenvolveu, chegando mesmo a escrever o lendário "Livro dos cinco anéis" (Gorin no Sho), um documento incontornável no mundo das artes marciais. Este livro trata essencialmente de estratégia, mas também aborda a técnica que Miyamoto apurou quando estudou a corrente Ni Ten Ichi Ryu.

29 janeiro, 2007

História da música

A consciência colectiva obriga-nos a aceitar sem questionar para perceber. Para quem gosta de aprender, sobretudo aprender a observar e compreender, aqui fica um clip sobre a história do "drum loop" de 6 segundos mais importante da história. Este loop deu origem a grande parte do que hoje se ouve. Nada se cria...tudo se transforma.

Palavras doces que chegam em silêncio

"Entre mim e o meu silêncio,
há gritos de cores estrondosas
e magias recortadas
dos sonhos que acontecem naturalmente"

assim sim!!! :) *

28 janeiro, 2007

High Contrast


Nada faz sentido sem contraste. A própria capacidade de apreciar algo é amplificada pela existência de um contraste, na luz, no som, no toque...

High Contrast é um dos produtores mais enérgicos da cena actual do Drum and Bass londrino.

Não sendo nem por sombras a sua melhor faixa, fica aqui o clip de "Racing green". Para além do próprio participar, podemos ver também o seu irmão a pedalar pelas salas de um museu de Londres.(National Gallery talvez...)

All is full of love

Já tem alguns anos mas ainda assim genial.

sem título

Ontem já era hoje quando parei de escrever no blog.
Hoje, acordei envolvido numa sensação que quase já tinha esquecido...tinha saudades de alguém! Não de alguém que não se vê há muito tempo, mas de alguém que mesmo antes de partir, queremos que regresse! Coisas simples, extraordinariamente simples, são as que nos fazem pensar mais e esta simples sensação, deixa-me literalmente de 4...

De volta ao SILÊNCIO

Por hoje chega de música. Regresso ao silêncio...

"Brown papper bag" by Roni Size

Uma faixa marcante na história do drum and bass. Um video inteligente que serve muito bem para calar os "pseudos", quando se esforçam por articular vocabulário complexo para justificar a qualidade de uma obra.

APHEX TWIN "Vordhosbn" (Drukqs, 2003)

APHEX TWIN, "Rubber Johnny" (video de Chris Cunningham)

Acho que não poderia deixar de mostrar aqui algumas coisas do meu produtor/compositor preferido de electrónica. Chama-se Richard D. James mas é conhecido como Aphex Twin. Grande parte dos videoclips são da autoria de Chris Cunningham. Odeiem-nos, mas tentem perceber a sua genialidade.Aqui fica o primeiro de alguns...

Entre silêncios

Entre silêncios, vale a pena postar alguma música. Quebramos regras, ultrapassamos fronteiras para provar que é entre silêncios que vem a inspiração e surgem novas tendências.
Abram alas....dirty beats....ahahah

My tune

Esta é uma das minhas faixas preferidas da discografia de RONI SIZE. Foi editada em 2005 e continuo a gostar dela como no primeiro dia...

RAHZEL - muito além do silêncio

26 janeiro, 2007

pick up a color

Escolham uma cor por mim.....um destino a gosto da era low-cost.
Aguardamos por sugestões...

muda de cor tu também

Não é que me vá fazer mal, mas há uma participação quase ofensiva num blog que era só teu, principalmente onde escreveste tanto, ainda que tangencialmente sobre mim.
Muda de cor, só isso...deixa as nossas cores descansarem no que não foi dito, não as desbotes porque Laranjazul é uma cor que só existe na nossa memória...
Talvez nem percebas porque escrevo isto, eu sei! Foi o que foi, não mexas mais nisso, não te lamentes por mim.

Longe do silêncio

o silêncio rompeu-se na noite
e as cores prometeram o branco quando se juntaram
o baixo atravessou os corpos
fazendo-me esquecer as vozes da dúvida e da saudade
desliguei-me da asma
para reencontrar o meu epicentro

por hoje é tudo
o silêncio é outro



Grey

"Vestígios"

"noutros tempos
quando acreditávamos na existência da lua
foi-nos possível escrever poemas e
envenenámo-nos boca a boca com o vidro moído
pelas salivas proibidas - noutros tempos
os dias corriam com a água e limpavam
os líquenes das imundas máscaras

hoje
nenhuma palavra pode ser escrita
nenhuma sílaba permanece na aridez das pedras
ou se expande pelo corpo estendido
no quarto do zinabre e do álcool - pernoita-se

onde se pode - num vocabulário reduzido e
obcessivo - até que o relâmpago fulmine a língua
e nada mais se consiga ouvir

apesar de tudo
continuamos a repetir os gestos e a beber
a serenidade da seiva - vamos pela febre
dos cedros acima - até que tocamos o místico
arbusto estelar
e
o mistério da luz fustiga-nos os olhos
numa euforia torrencial"

Al Berto (Horto de incêndio, 1997)

"Do not stand at my grave and weep"

"Do not stand at my grave and weep;
I am not there. I do not sleep.
I am a thousand winds that blow.
I am the diamond glints on snow.
I am the sunlight on ripened grain.
I am the gentle autumn rain.
When you awaken in the morning's hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circled flight.
I am the soft stars that shine at night.
Do not stand at my grave and cry;
I am not there. I did not die."

Anonymous

23 janeiro, 2007

Não há cores novas...a vida é que muda de tom

Após ter estado afastado algum tempo deste blog por muitas razões, a maior parte delas pessoais, decidi voltar ao exercício da escrita.
Embalado na alternância entre dia e noite, enfrentei algumas cores do espectro da emoção. Tento viver intensamente e às vezes, por não me permitir viver dessa forma, acabo por sofrer as consequências na mesma proporção....intensamente.

"(...)Seria mais fácil se o que nos assemelha nos diferenciasse e, o que na realidade nos distingue nos aproximasse(...)"

Foi esta frase que me trouxe de volta à reflexão...
De que sofremos realmente, sempre que nos separamos de alguém com a convicção de ser o melhor para ambos? Sofreremos antecipadamente por algo que não pudemos viver ou não deixamos acontecer? Sofreremos por uma impossibilidade? Sofreremos porque no fundo, depois de nos entregarmos a alguém não evitamos um certo sentido de posse?

Talvez o lado bom seja a capacidade de nos renovarmos noutro alguém e assim recuperar o sentido das coisas.